O absurdo
por Larissa Prado
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Nevoeiro

Não fiquei para  ver as nuvens
que se agigantavam
engolindo o céu.
Ali com a mão na corda e ela no pescoço,
não permaneci para o trágico espetáculo.

Muitos chegaram junto com o nevoeiro.
Olhos curiosos, bocas falantes, ouvidos moucos.
No céu o desastre fora anunciado,
mesmo assim,
o foco era meu cadáver pendido na corda
presa à frondosa árvore.

Um som ecoou como um trovão,
pois que confuso percebi que era apenas
notas piano.

Morrer é entrar num nevoeiro,
dar atenção aos sons 
sempre reprimidos, abafados,
dissipados,
pelas batidas do coração. 
Larissa Prado
Enviado por Larissa Prado em 25/01/2017
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