Contos de Horror
por Larissa Prado
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Meu corpo virou concreto
Data: 24/07/2017
Créditos:
Poesia: Meu corpo virou concreto - Larissa Prado
Voz: Leandro Aguilar
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Meu corpo virou concreto

Às vezes, meus olhos parecem duas bolas de fogo saltando no espaço
do oco do meu cérebro onde há apenas cansaço.

Corro de um lado a outro por ruas sem saída e becos de vielas,
não há espaço nessa cidade que abarque a deformidade
do meu gingatismo. 

Minhas mãos estão feridas no asfalto quente do meio-dia,
as dores parecem um pouco com a incandescência
de lava
de vulcão.

O olho do sol no meio da tarde no céu é a boca do inferno.

Eu choro lágrimas sem liquidez,
todo meu corpo virou concreto. 
Enviado por Larissa Prado em 19/06/2017

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